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O INÍCIO: O maior orgulho de ser um policial ferroviário federal...

Sendo a mais antiga polícia especializada do Brasil, criada através do Decreto nº 641 em 26 de junho de 1852, por D. Pedro II numa visão histórica, a Polícia dos Caminhos de Ferro, foi regulamentada pelo Decreto nº 1930 em 26 de abril de 1857. Posteriormente, na Constituição de 1988, esta recebeu o nome de Polícia Ferroviária Federal (PFF)

Em 23 de abril de 1862, com a regulamentação do Decreto nº 2913, pelo então Conselheiro do Estado, Senador do Império, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios de Agricultura, Comercial e Obras Públicas, Dr. Manoel Felizardo de Souza e Mello, os poderes da Polícia das Estradas de Ferro foram ampliados. Com a finalidade de dar segurança ao transporte de especiarias como café e a riqueza brasileira daquela época.

Hoje, 160 anos depois, ela ostenta outro título, com bem menos glamour: Menor Polícia do Mundo.

A privatização das ferrovias brasileiras, em 1996, atirou definitivamente a PFF no esquecimento: poucos sabem que ela existe, apesar da previsão constitucional. O efetivo de homens antes das concessões se reduziu, para fiscalizar 26.000 km (Vinte e seis mil quilômetros), destinados ao transporte de carga. Em Minas Gerais, estado com a maior malha ferroviária, são poucos homens.

Se existe um choque entre o passado glorioso da Polícia dos Caminhos de Ferro (como esta foi chamada de 1852) e a realidade, outras incoerências marcam a história da corporação. Seus comandados, depois das concessões das ferrovias, foram distribuídos para os Ministérios dos Transportes e das Cidades. Hoje, parte deles fiscaliza o transporte de carga e outra, os trens de passageiros urbanos.

O tamanho do abandono a que foi atirada a PFF pode ser traduzido nos mais diversos números. Desde 1996, com a desarticulação da corporação, já foram roubados pelo menos 500 km (Quinhentos quilômetros) de trilhos e dormentes, vagões (de cargas e de passageiros), uma dilapidação no patrimônio da Rede Ferroviária Federal, hoje extinta, estimado acima de R$ 12.000.000.000,00 (Doze bilhões de reais). Além disso, pelo menos, 10.000 km (Dez mil quilômetros) de ferrovias não privatizadas estão abandonadas à própria sorte, com registro de várias invasões nas faixas de domínio. O último concurso para a corporação vai completar 24 anos e todos os seus agentes têm mais de 45 anos.

No Rio, a falta de investimentos ainda é mais sentida, na falta de seu efetivo, tendo sua frota de 33 carros (todas do longínquo ano de 1989), foram sucateadas, mas, graças a Deus, salvamos uma dessas viaturas que está sobre a guarda do INIDE PFF (ver abaixo). Eles descansam em um prédio da extinta rede ferroviária.

O revés vivido pela PFF pode ser retratado também pelos inúmeros decretos e leis editados no país desde a sua criação. São quase 20 (vinte) deles desde 1862, quando foi criada. Ao longo de 160 anos, a PFF recebeu também diversos nomes. Ela foi criada com o pomposo título de Polícia dos Caminhos de Ferro, se transformou em Polícia das Estradas de Ferro e, no período compreendido entre 1945 e 1988, os seus homens viram suas funções receber diversas nomenclaturas como de guarda civil ferroviária, investigador ferroviário, guarda ferroviário, agente de segurança, e finalmente agente especial de segurança.

Esse é um resumo de uma Instituição que erroneamente encontra-se abandonada, mas, com a esperança nas mãos de um GOVERNO MODERNO e com a VISÃO FUTURÍSTICA de que o transporte ferroviário é uma solução econômica, segura e avançada para transporte de carga e passageiros de qualquer grande país como o Brasil, tendo ainda a visão deste governo moderno, a regulamentação da PFF para proteção e segurança da malha ferroviária nacional.

Presidente Wanderley Nicolau Rochel Jr.
Rio de Janeiro, 21 de abril de 2013.

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